domingo, 16 de março de 2014

A arrogância segundo os medíocres

“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez.
“Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências  quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “ah…” que ela respondeu bastou.
Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.
Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, comente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aquele que a gente conta nos dedos das mãos).
Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.
Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.
Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.
Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!
Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.
O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A viuvinha))
4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.
Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, tachar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

Fonte: Ansiamente
Visto no blog: Radioactive Unicorns

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Vou e volto nesses lapsos momentâneos, subjetivando o que existe só para tentar me explicar.

Bruna M. xavier

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Quem precisa...

As vezes dá vontade de sumir, me esconder, tentar não ver ou parar de dar desculpas.
Dai eu penso: Será que posso fazer isso?
                          Alguém precisa de mim?
Ai eu digo: Não posso. Sempre existirá alguém que precisa.

Mesmo tentando fugir eu não consigo.

Bruna M. Xavier

domingo, 20 de outubro de 2013

Só uma dica

Só uma dica.

Antes de comentar qualquer coisa sobre os acontecimentos no Instituto Royal e coisa e tal pare pra pensar:

-Eu uso produtos de empresas que fazem testes em animais?
-Eu me alimento de produtos com origem animal?

e principalmente:

-Eu me esbaldo num churrasco e nem lembro que aquilo era um animal, ou não estou nem aí para isso?

Gente é muito legal dizer que AMA OS ANIMAIS e que apoia a causa... Só que não dá pra ser hipócrita né?! Eu sei também que cada um faz o que pode e que é complicado virar vegetariano de uma hora pra outra, mas é sempre bom analisar bem a situação, ver no que sua vida se encaixa, o que você pode estar fazendo e depois sim comentar de forma sincera e construtiva, porque o mundo está muito cheio de pessoas que só falam e não fazem.




Bruna Medeiros Xavier






quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Feira de adoção S.E.D.A e Exposição de animais no Shopping Recife

Oláaaaaaaaaaaa!

Passando para deixar algumas fotos atrasadas da 6° feira de adoção de animais produzida pela Secretaria de Direito dos Animais (S.E.D.A), que aconteceu no dia 6 e da feira de exposição que rolou do dia 4 ao dia 13 de Outubro no Shopping Recife.

Espero que gostem =))

domingo, 4 de agosto de 2013

S.E.D.A >Secretaria de Direito Ambiental e feiras de adoção no Recife

A prefeitura do Recife com sua secretaria do meio ambiente vem fazendo um belíssimo trabalho a 4 meses que são feiras mensais de adoção de animais. Cada mês é escolhido um local diferente a fim de mobilizar as várias localidades do Recife e dar uma chance de lar para os bichinhos lindos e fofos que estão para adoção. Estive nas duas últimas feiras que foram no parque Dona Lindu e no estacionamento do Shopping Rio Mar. A dica é ficar ligado na fan page no facebook da prefeitura e esperar o próximo evento! Agora vamos ver algumas fotos?

domingo, 27 de janeiro de 2013

Eu por mim mesma.

Sou alegre, sou feliz. Nunca tive medo de ser diferente, mas no fundo queria ser igual. E o que é igual se todos são diferentes?
Roupas largas, conforto, cachos bagunçados que nem sempre estão ao meu gosto. Óculos que não me contentam mas que são necessários, fotos perfeitas e a realidade nem tanto. O faça você mesma que guardava e nem sempre praticava. Expor o corpo nunca foi o forte, não acho necessário, algumas vezes até são, mas existem coisas mais importantes.
Já gastei o ouvido de alguns, broncas, não confissões. Sem se expor. Ouvir. Sentir. Refletir. Sempre foi assim. Algumas vezes trouxe prejuízos, mas sempre pareci forte, será que é tão importante o que os outros pensam? Para alguns sim. Prefiro me reservar.
Já errei, já sofri, mas quem nunca? Pancadas, arranhões, surras. Não troco nada, pois se trocados também se vão os aprendizados...Gostar de ler, pesquisar e ficar só. Sou adaptada a solidão, mas certo dia percebi que sem tal coisa, tal pessoa, a vida ficaria meio difícil. Mas ainda tenho meus momentos reservados.
Nunca esqueci meus verdadeiros amigos e nunca esquecerei. Esse é meu jeito e nunca pedi que ninguém entendesse. Ainda bem que entendem. Vivi pouco mas parece que vivi uma eternidade. A solidão nos faz pensar. Pensar nos leva para bem distante. Ficar distante te faz viver bastante. Meus ideais, minhas lutas, minhas conquistas. São minhas. Estão dentro de mim. Sou eu.

Por mim, Bruna Medeiros Xavier.